Investimentos: construindo um cenário

Lembra-se da tríade de mídia digital que abordamos alguns posts atrás, no dia 02/03? Pois bem, naquela oportunidade eu convidei vocês a fazer um exercício de dividir percentualmente os investimentos por tipo de mídia. Se você pelo menos rascunhou algo, certamente seus maiores investimentos devem ter recaído sobre o montante investido para sustentar display ads, além de dispendiosas intervenções em grandes portais, sem falar nos onerosos formatos rich media. É a mídia comprada.

Sua mídia própria deve ocupar o segundo lugar, incluindo as tarefas intermináveis de manutenção de portais – que consomem horas incansáveis de tradutores, programadores, web designers... Sem falar na sua relação com vendas, Care, pós-vendas e o pessoal que cuida das bases de dados. Tudo isso é investimento que acaba corroendo sua gross margin, não é mesmo?

E lá no finalzinho – mesmo porque tem muita gente graúda que deve achar isso uma grande bobagem – estão as mídias sociais e aqueles gastos que o pessoal do financeiro nunca entende… E daí você tem que explicar tuuuddooo de novo, não é mesmo? Pois então seus problemas acabaram!!!

Muito provavelmente todos os esforços relacionados às mídias sociais abocanharão a maior parte do seu investimento num futuro próximo, incluindo ferramentas, comunicação, plataformas… Até lá, toda essa turma da velha guarda vai descobrir que o mundo evoluiu mesmo, mas já estarão aposentados, observando os netos viciados em tablets multifuncionais, para desgosto dessa geração “não faça home office!”.

E tudo isso acontecerá por um simples fato: a Internet, ao contrário do que ainda absurdamente se apregoa por aí, não é uma tendência. A Web hoje é a principal plataforma de comunicação para uma marca. Reduzi-la a um mero canal ou veículo é uma grande miopia e isso pode ter um preço alto para a reputação da sua marca no futuro.

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15 de fevereiro de 2018

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